31 dezembro, 2010

Em 2011...



(Image by John Kelly)


Desejo que desejes...
(Martha Medeiros)

Eu desejo que desejes ser feliz de um modo possível e rápido, desejo que desejes uma via expressa rumo a realizações não utópicas, mas viáveis, que desejes coisas simples como um suco gelado depois de correr ou um abraço ao chegar em casa, desejo que desejes com discernimento e com alvos bem mirados.

Mas desejo também que desejes com audácia, que desejes uns sonhos descabidos e que, ao sabê-los impossíveis, não os leve em consideração, mas os mantenha acesos, livres de frustração, desejes com fantasia e atrevimento, estando alerta para as casualidades e os milagres, para o imponderável da vida, onde os desejos secretos são atendidos.

Desejo que desejes trabalhar melhor, que desejes amar com menos amarras, que desejes parar de fumar, que desejes viajar para bem longe e desejes voltar para teu canto, desejo que desejes crescer e que desejes o choro e o silêncio, pois através deles somos puxados pra dentro, eu desejo que desejes ter a coragem de se enxergar mais nitidamente.

Mas desejo também que desejes uma alegria incontida, que desejes mais amigos, e nem precisam ser melhores amigos, basta que sejam bons parceiros de esporte e de mesas de bar, que desejes o bar tanto quanto a igreja, mas que o desejo pelo encontro seja sincero, que desejes escutar as histórias dos outros, que desejes acreditar nelas e desacreditar também, faz parte este ir-e-vir de certezas e incertezas, que desejes não ter tantos desejos concretos, que o desejo maior seja convivência pacífica com outros que desejam outras coisas.

Desejo que desejes alguma mudança, uma mudança que seja necessária e que ela não te pese na alma, mudanças são temidas, mas não há outro combustível para essa travessia. Desejo que desejes um ano inteiro de muitos meses bem fechados, que nada fique por fazer, e desejo, principalmente, que desejes desejar, que te permitas desejar, pois o desejo é vigoroso e gratuito, o desejo é inocente, não reprima teus pedidos ocultos,  desejo que desejes vitórias, romances, diagnósticos favoráveis, mais dinheiro e sentimentos vários, mas desejo, antes de tudo, que desejes, simplesmente.

Um brinde à 2010!



A companhia sempre faz toda a diferença!

Talvez a razão pela qual todas as portas estejam fechadas
É que você possa abrir uma que te leve para a estrada perfeita...

Talvez elas nem estejam totalmente fechadas...
Talvez todas elas levem até algum tipo de estrada perfeita...

Depois de algum tempo longe (entre aspas, porque espiar é algo que eu não consigo evitar, então de alguma maneira passei por aqui e por aí também), é hora de fazer o tradicional balanço do ano certo? E desejar um 2011 ainda melhor e cheio de coisas boas...

Na verdade sou péssima com promessas, porque descobri esse ano que sou um tanto egoísta (na verdade eu admito isso, porque no fundo ou na superfície mesmo todo mundo é, mas aprendemos que isso é muito feio, quando na verdade é só mais um mecanismo de cuidar da gente e apesar de todas as pressões do planeta e das pessoas que habitam esse planeta, fazer valer alguns de nossos desejos, vontades, pensamentos...).

Logo, nada de promessas. Já que se no meio do caminho achar que mereço mudar, eu vou mudar a decisão ou mesmo o caminho.

2010 foi sem dúvida um ano surpreendente em todos os aspectos. Sabe aquele ano em que a gente pensa UAU, aconteceu tudo isso e eu estou aqui firme e mais forte? Talvez todos devessem ser assim, mas até os meus 26 anos não tinham sido não, pelo menos não pareceram.

Trabalhei pra caramba, pôxa ralei muito... Mas também me realizei muito profissionalmente! Conheci gente nova, resgatei amizades antigas (eternas agora rss), foi o meu primeiro ano sozinha, colocando o coração em dia... coração que ainda anda medroso (como a dona, claro), mas que hoje sai do 'não bate nem apanha' pra um 'talvez eu possa me arriscar de novo'... Vivi em paz em casa! É, família não é algo simples, mas parece a minha tem encontrado algum eixo maluco, e está até divertida! Acho que estamos descobrindo que além dos problemas, temos que nos divertir também! Não terminei de tirar carta, não terminei o mestrado... mas ambos estão em processo... Bebi muita água..., tentei reclamar menos, mas isso definitivamente não consegui (você tem razão, eu reclamo muito mesmo, e agora vou ficar pensando nisso)...

Se não vou fazer promessas, posso fazer uma lista de possibilidades interessantes para correr atrás...
Começando pelos exercícios físicos! Boxe e dança de salão encabeçam a lista no momento, mas vamos experimentar né? Academia não é o meu 'lugar favorito' sabe? Mas, o fato é que não vai rolar mais um ano parada em que meu maior exercício foi correr atrás do ônibus...

Continuar bebendo muita água, quem diria? Uma meta não traçada, mas cumprida em 2010!

Me divertir muito! Amigos, cinema, almoços, jantares, happys, aniversário em SP (pode contar comigo que eu vou!) momentos comigo... seja como for! Não esquecer que preciso desses momentos, sabe?  Em que a gente percebe que os outros momentos chatos valem a pena também, nem que seja pra deixar esses momentos deliciosos ainda mais especiais!

Conhecer comidas novas! Esse ano foi uma aventura gastronômica eu diria e em 2011 quero continuar assim! Claro que uma amiga nutricionista do meu lado fez toda a diferença!

Conhecer lugares novos! Esse ano também foi ímpar nesse sentido! Paraty, Búzios, Angra... Ainda restam muitos outros destinos para 2011, 2012, 2013... E aquela vontade louca de conhecer a Grécia e a Irlanda pode ir tomando forma de um mochilão, não?

Conhecer músicas, ritmos, letras novas! Sabe, aquelas músicas que grudam e que a gente pensa nossa, como eu não conheci essa música antes? Esse cantor? Essa banda? Quero mais disso!

Conhecer gente nova! Novos rostos, novos gostos, gente com quem eu possa conversar e descobrir coisas novas ou mesmo velhas coincidências...

Hum... ter mais paciência... principalmente comigo. Buscar respeitar o meu tempo, a minha hora... tentar de verdade encontrar esse tempo...

Mais momentos de coragem... Definitivamente preciso de mais momentos de coragem. Não que segurar as pontas todos os dias não seja algo extremamente corajoso, porque é. Mas eu quero mais daqueles momentos em que respiramos fundo, cheiosde dúvidas, mas cheios de curiosidade, vontade, desejo, ou mesmo somente querendo pagar pra ver e vamos em frente... falamos, gritamos, choramos, corremos, e lá estamos nós fazendo algo que definitivamente não esperávamos. É desses momentos de coragem que estamos falando... Geralmente pensar demais é um grande problema pra mim...

Um encontro especial numa certa noite de lua cheia me fez pensar que também posso acreditar mais... nas pessoas, nas possibilidades, no possível, no quase possível, e talvez sentir o impossível também como uma possíbilidade, mesmo que remota... Ou mesmo, só pra sonhar com ele quando tiver vontade. O que talvez seja a mesma coisa que dúvidar com moderação, porque honestamente, não me vejo sem dúvidar das coisas... mas pode ser um bom exercício.

E por fim... espero me deixar surpreender em 2011... (mesmo que dúvide um pouquinho da surpresa, só pra não perder o jeito!)

Desejo um 2011 cheio de coisas que cada um de nós desejarmos, porque definitivamente a maior lição de 2010: Cuidado com os pensamentos e desejos, de repente um anjo passa e pode dizer Amém...

Beijos!

20 dezembro, 2010

Presente para minha amiga não mais secreta...


Bom...
Chega de suspense né? Na verdade eu nem sou tão boa assim com suspense...
A minha amiga secreta é... a Mila, que escreve o "Pensamentos de Mila".
A gente nunca conversou, mas acompanho seu blog à distância!
Sabe que diferente de vocês eu não sou poeta, não desenho, nem canto, nem danço...
Por isso separei uma poesia que achei bem bonita (e desejo tudo isso de verdade pra vc!) e um vídeo, para animar esse 2011 que já está chegando!
Mila, parabéns pelo blog, pelas palavras, por sua sensibilidade... E um super Natal com um 2011 melhor ainda!
Beijos!

Desejos

Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

Carlos Drummond de Andrade




19 dezembro, 2010

Amigo Oculto - Poesia Torta!




Desculpem a demora!
Final de ano é sempre uma correria maluca!

Mas vamos lá...

A minha amiga oculta (é, é uma 'amiga') que eu poderia resumir nas palavras abaixo... (já que poesia tá bem longe de ser o meu forte, sabe?)
Sensibilidade...
Pensamentos...
Sentimentos...
Emoções...
Ah... e é alguém que esse ano teve algo para comemorar nessa caminhada, nesse 'dividir' emoções, palavras...





17 outubro, 2010

A arte de viver



(Image by Dougal Waters)

Uns cantam, uns dançam, outros fazem embaixadas por 24 horas sem deixar a bola cair. Uns são campeões de pára-quedismo, uns pintam telas abstratas, outros equilibram pratos na ponta do nariz. Vivem nas revistas, na tv, dando entrevistas.

Quem não tem um talento especial acaba se sentindo um penetra nesta festa onde todos tem tido os seus quinze minutos de Caras. Uns sabem desfilar, outros são chefes de cozinha, há os reis do pagode. Uns pilotam carros, outros apresentam talk shows, volta e meia aparece um novo ilusionista. Como não se sentir descartado nesse planeta de tantos destaques? Simples: Valorizando nossos pequenos grandes talentos.

Viver é uma arte. A arte de conversar com desconhecidos, por exemplo. De se revelar em poucas palavras pra uma pessoa que não sabe nada de você, e você nada dela, e estabelecer um contato que seja agradável e frutífero para ambas as partes, evitando silêncios constrangedores ou, pior, o sono.

A arte de ser pontual. Para pouquíssimos. Calcular exatamente o tempo que se chega de um ponto a outro da cidade e ter a capacidade de prever o imprevisto: trânsito mais caótico do que o normal, chuva, falta de lugar para estacionar. Atender um paciente na hora marcada. Decolar no horário previsto. Não entrar atrasado no teatro. Um dom.

A arte de manter uma amizade por anos a fio. Aquele amigo da adolescência que foi morar em outro país. Aquela amiga com quem você se desentendeu por causa de uma bobagem. Aquela turma que já não pensa como você. É uma arte saber onde e quando procurá-los, telefonar nos momentos especiais, esquecer as picuinhas, aceitar seus novos pontos de vista, lembrar e rir juntos do passado. Um talento a ser aprimorado diariamente.

A arte de se isolar. De penetrar no nosso íntimo, de buscar ajuda na meditação, debeliberadamente não pertencer a grupo nenhum e fundar uma natureza própria, e ainda assim não ser um ermitão, ser apenas alguém que de tempos em tempos se retira para se reencontrar. Há uma técnica pra isso.

A arte de perceber segundas intenções, a arte de se controlar, a arte de fixar prioridades, a arte de saber furar os bloqueios, a arte de não desistir na primeira dificuldade, a arte de não viver uma vida de aparências, a arte de andar desarmado, metafórica e literalmente falando.

Cada um de nós mereceria ao menos uma reportagem para homenagear nossos dons mais secretos, aqueles que acontecem bem longe dos holofotes. O dom de viver sem aplauso e sem plateia. O glorioso e secreto dom de vencer os dias.

Martha Medeiros

Medo...



(Image by Seiya Kawamoto)

Houve um tempo em que o medo era de cair...
Houve um tempo em que o medo era de estar lá embaixo...
Houve um tempo que o medo era levantar...
Chegou o tempo do medo de não saber o que fazer quando estiver em pé novamente.

10 outubro, 2010

Se nada passa... Nunca se leve tão a sério...

Talvez um dia eu consiga!



Todos os Caminhos
Lenine
Composição: Lenine/Dudu Falcão

Eu já me perguntei se o tempo poderá realizar meus sonhos e desejos, será que eu já não sei por onde procurar ou todos os caminhos dão no mesmo e o certo é que eu não sei o que virá só posso te pedir que nunca se leve tão a sério nunca se deixe levar, que a vida é parte do mistério, é tanta coisa pra se desvendar

Por tudo que eu andei e o tanto que faltar, não dá pra se prever nem o futuro, o escuro que se vê quem sabe pode iluminar os corações perdidos sobre o muro e o certo que eu não sei o que virá, só posso te pedir que nunca se leve tão a serio, nunca se deixe levar que a vida, a nossa vida passa e não há tempo pra desperdiçar.

Nada passa?



(Image by Nichola Sarah)

Feriado prolongado + faxina + alguns achados + filmes + cobertas + chocolate quente = pensamento longe e lembranças!
Faz tempo que não passo por aqui. Pra dizer a verdade passar eu passo, faz tempo que não consigo parar por aqui. E pra completar a 'verdade' a vida anda muito corrida. Nesse sentido não tem me deixado dúvidas de que ela 'passa', e rápido.  Há algumas semanas estava fazendo planos para o feriado e de repente acordei nele e percebi que não tive exatamente tempo de fazer os planos. O que para mim é importante, já que sou do tipo de ser humano que gosta de planejar tudo. Assisti alguns filmes (muitos na verdade) que me fizeram pensar que a vida de fato passa rápido, e que de novo os encontros malucos que ela nos proporciona fazem cada segundo dessa 'corrida' ter valido à pena de alguma maneira.

Entretanto, quando fui arrumar as minhas coisas (algo que pelo jeito farei até morrer, porque parece uma arrumação interminável) me dei conta de que até mesmo os encontros que não aconteceram, as ausências, são também 'momentos' que valeram à pena. Talvez nos façam perguntar pelo que poderia ter sido, por como poderia ter ou não sido... Mas o fato é que fazem parte desse nosso quebra cabeça maluco e muitas vezes sem sentido. Não sei porque fiquei pensando nisso, mas lembrei dessa crônica da Martha e acho que ela tem toda razão quando diz que 'Tudo o que nos fez feliz ou infeliz serve para montar o quebra-cabeça da nossa vida, um quebra-cabeça de cem mil peças'. No fim das contas, fiquei pensando que tanto faz se passa ou não, o que importa é que faz parte do que somos, independente de qual parte seja...

Tempo sujeito a chuvas, vento e mais algumas lembranças por aqui. Planos? Comer, rezar e amar... Ou dormir, ver mais filmes e aguardar (ou buscar) as próximas peças!

Nada passa

Uma das músicas mais bonitas da MPB é aquela composta pelo Nelson Motta e cantada pelo Lulu Santos, que diz que na vida tudo passa, tudo sempre passará como uma onda no mar. Linda. Mas é mentira.

A garota está sofrendo o diabo porque brigou com o namorado e a mãe consola com a frase de sempre: vai passar. O garoto levou bomba no vestibular e o melhor amigo diz: na próxima vez você passa. Analisando superficialmente, é verdade, a dor, um dia, cessa. Mas não se iluda: ela não bateu as botas, está apenas cochilando. Tudo passa? Nada passa!

É isso que ninguém tem coragem de nos dizer. A dor da perda, a dor de fracassar, a dor de não corresponder a uma expectativa, a dor de uma saudade, a dor de não saber como agir, de estar perdida, instável, de ter dúvidas na hora de fazer uma escolha, todas estas dores, que parecem pequenas para quem está de fora, nos acompanharão até o fim dos nossos dias. Elas não passam. Elas ficam. Elas aninham-se dentro da gente, o que não deve servir de motivo para pularmos de uma ponte. Mario Quintana escreveu que nós somos o que temos e o que sofremos. Sem dor, sem vida interior.

Não passam as dores, também não passam as alegrias. Tudo o que nos fez feliz ou infeliz serve para montar o quebra-cabeça da nossa vida, um quebra-cabeça de cem mil peças. Aquela noite que você não conseguiu parar de chorar, aquele dia que você ficou caminhando sem saber para onde ir, aquele beijo cinematográfico que você recebeu, aquela visita surpresa que ela lhe fez, o parto do seu filho, a bronca do seu pai, a demissão injusta, o acidente que lhe deixou cicatrizes, tudo isso vai, aos pouquinhos, formando quem você é. Não há nenhuma peça que não se encaixe. Todas são aproveitáveis. Como são muitas, você pode esquecer de algumas, e a isso chamamos de "passou". Não passou. Está lá dentro, meio perdida, mas quando você menos esperar, ela será necessária para você completar o jogo e se enxergar por inteiro.

(Martha Medeiros)

29 setembro, 2010

Mais pirações de uma aula...



(Image by Matthias Clamer)

'Há muitas maneiras de resistir. Há muitas maneiras de gestar resistências, de ser resistente. De maneira geral, pensamos que há tantas maneiras de resistir quantas forem as forças que tomamos como contrárias, seja porque elas nos impedem de realizar algo, seja porque elas nos obrigam a realizar algo'.
WMOJ

25 setembro, 2010

Quer levar minha bagagem ou não?




(Antes do Amanhecer)

Fico pensando que às vezes o mundo realmente conspira sabe?
Durante a semana numa coincidência maluca que envolveu um post da Carol e a amizade da Cláu (ela precisava ter um blog, se eu contar ninguém acredita na imaginação dela!), assisti 'Antes do Amanhecer'. Ou seja, acordei suspirando, fui trabalhar suspirando, tomei bronca suspirando... Ok, depois me irritei com o trânsito na volta pra casa... suspirando.
Passei pelo blog da Carol, pelos seus livros e sonhos e li sobre as declarações de amor que ela (e tenho que confessar que eu também) gostaria de receber... quem é que não gostaria? Passei pelo blog da Luana e li seu post, onde ela chega a conclusão que ' amar é não saber'. Viajei mais um pouquinho até o Coeur de Poètesse, onde a Kenia deixou o 'Recado da moça do telhado': 'Encontre-me no telhado para o nascer do sol'. Quem recusaria esse convite? Cheguei até 'Aquela menina com uma flor' e li o post em que a Flávia fala sobre solidão. E aí tive que correr pra cá! (Obrigado meninas, por me fazerem pensar nisso, acho que andava mesmo precisando [rs])

Na verdade, amor, romance, seja lá o nome que essas 'coisas' tenham, definitivamente não são seja que eu queira colocar em pauta no momento. Entretanto, fico pensando que falo isso como se houvesse mesmo possibilidade de se isolar da conspiração planetária pra que a gente pense, sonha, sinta e pire nisso....

Na verdade a única coisa que parece fazer sentido para mim agora é a idéia de que alguém possa compartilhar a maluquice da sua vida com a minha maluquice sabe? E compartilhar não significa substituir nada, trocar nada, deixar nada, simplesmente perceber que em alguma coisa, de alguma maneira a gente pode funcionar bem junto. E fazer desse dia a dia mais divertido, encontrar outros significados, outras possibilidades...

Do tipo perceber que o seu all star azul combina com o meu preto de cano alto, ou sentir muita vontade de continuar aquela conversa que não terminamos ontem e ficou pra hoje, ou perceber que eu acertei o pulo quando te encontrei, ou saber que as coisas podem melhorar se quando eu estiver triste você simplesmente me abraçar, ou num dia inesperado pisar numa poça e você me estender sua mão, perceber que meus olhos brilham e que eu vejo o céu no chão, talvez assumir que não te conheço, mas te quero, ainda mais por isso, e poder te pedir pra dizer que você me quer (porque eu te quero também), ou simplesmente me dizer o que é o sufoco, ou sossego, ou seja lá o que for, pra que eu possa te mostrar alguém afim de te acompanhar.

No fim das contas, acho que não deve haver nada de tão sensacional, espetacular, ou de outro mundo sabe? Não que o amor, ou seja lá o que for não tenha a sua magia. Claro que tem. Mas no fim, eu acho que talvez seja só a alegria, a sensação boa de ‘se ver’ em outra pessoa. E não porque essa pessoa seja como eu, ou porque eu queira que ela ou eu nos tornemos outras pessoas, mas simplesmente porque o que eu sou faz sentido pra ela naquele momento, e vice versa. Mas outro dia penso mais sobre isso...
Um super final de semana pra gente!

Ah, minha declaração de amor ideal no momento? Terei que emprestar da Tiê...

Dois
Tiê

Como dois estranhos, 
Cada um na sua estrada,
Nos deparamos, numa esquina, num lugar comum.
E aí? quais são seus planos?
Eu até que tenho vários.
Se me acompanhar, no caminho eu possso te contar.

E mesmo assim, queria te perguntar,
Se você tem ai contigo alguma coisa pra me dar,
Se tem espaço de sobra no seu coração.
Quer levar minha bagagem ou não?

E pelo visto, vou te inserir na minha paisagem
E você vai me ensinar as suas verdades
E se pensar, a gente já queria tudo isso desde o inicio.
De dia, vou me mostrar de longe.
De noite, você verá de perto.
O certo e o incerto, a gente vai saber.

E mesmo assim,
Queria te contar que eu talvez tenha aqui comigo,
Eu tenho alguma coisa pra te dar.
Tem espaço de sobra no meu coração.
Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão.

23 setembro, 2010

Procura...



(Image by Kazuhiro Tanda)

Sempre corri atrás de mim
como uma criança
atrás de um balão levado pelo vento
eu era o vento e não sabia.

19 setembro, 2010

A rua acaba e meus sonhos vão...






Flores No Asfalto
Zeca Baleiro

Os sinos dobram, dobro a esquina adiante
O céu me espia mais azul que antes
Os mortos andam como eu nas avenidas
O sangue escorre da mesma ferida

Ergo as mãos pro alto, nos meus dedos os anéis
Flores crescem no asfalto, debaixo dos meus pés

Tudo silencia, ouço só meu coração
A rua acaba e meus sonhos vão
Piso na poça, uma moça estende a mão
Meus olhos brilham, vejo o céu no chão

Ergo as mãos pro alto, nos meus dedos os anéis
Flores crescem no asfalto, debaixo dos meus pés
Deixo o dia para trás
Sono e sonho a noite me traz
Deixo o dia para trás
E a dor

16 setembro, 2010

O que fica...



(Image by Andrew Bret Wallis)


"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro".
Caio Fernando Abreu

15 setembro, 2010

Pirações de uma aula...



(Image by Tim Robberts)


Filme?
Documentário "Acidente" (Direção: Cao Guimarães e Pablo Lobato - 2006).
Vida?
Trajetórias vividas até 'aqui', até esse exato momento...
Futuro?
Eterno devir...
Eu?
Eterna dúvida...

13 setembro, 2010

Encontrar-se?



(Image by Aaron Black)

Perder-se também é caminho.
Clarice Lispector

Acho que não tinha coisa melhor para aprender nesse 'caminho'. Engraçado que na minha cabeça as coisas só estariam 'certas' quando estivessem no lugar, devidamente organizadas, devidamente etiquetadas, devidamente classificadas de alguma maneira. Se não estivessem calssificadas... ai... havia alguma coisa muito errada que não me deixava nem ao menos tentar vivê-las nessa 'relativa' desordem.

Engraçado que de uma maneira ou de outra eu nunca percebi que eu vivi essas coisas, estando elas organizadas nas minhas gavetas e pastas abstratas malucas ou não. Mas vivi com muito menos intensidade, sentimento e talvez vontade do que se tivesse simplesmente vivido e não procurado entendê-las. É claro que valeu a pena. Todas elas tiveram a sua magia,  o seu significado. Talvez, não teria chegado a essa conclusão se não tivesse enlouquecidamente tentado enquadrar todos os acontecimentos, sentimentos, sonhos que nunca viraram acontecimentos e até mesmo os sonhos que se realizaram em algum lugar.

Engraçado perceber como hoje, de repente, (ía escrever sabe Deus, mas pôxa vida, acho que ele acabava se perdendo junto comigo nessa minha confusão maluca), as coisas simplificaram. Engraçado que a dor continua dor, continua a doer como sempre doeu, com a diferença que tenho me permitido sofrer se é que é isso que ela me provoca, ao invés de tentar entendê-la. A vontade continua a ser vontade, agora muito mais livre pra existir, a saudade continua saudade, lembrando de coisas que hoje eu sei que talvez sejam inclassificáveis nas minhas pobres categorias, o medo então... continua tão medo como nunca, mas (quase) sem classificações, o medo agora  parece permitir o frio na barriga que as possibilidades diante do desconhecido (ou do conhecido) provocam...

Talvez esteja só sonhando sabe? (Ando tomando uns relaxantes musculares dos deuses... [rs], ah e um certo floral meio mágico feito com muito carinho né!?). Mas talvez sabe lá porque, as coisas, apesar de ainda complicadas, se tornaram mais simples, mais claras e mais vivas. E o mais engraçado é que acho que nunca estive tão perdida como agora. Mas uma grande amiga de quem eu gosto muito, uma vez me disse essa frase da Clarice, que perder-se também é caminho, e não me passa pela cabeça caminho melhor, do que estar perdida agora.

'Estou de alma lavada
Não chove mais na minha estrada
Seu olhar já me chamou
Eu vou
Caminho pro interior'

Caminho pro interior

12 setembro, 2010

Caminho pro interior

Bruna Caram
Composição: Otávio Toledo

A manhã nasceu lá fora
O meu tempo é mesmo agora
Já vesti a roupa colorida
Na cabeça vem aquele verso
Sobre o meu novo universo
A canção que é minha preferida
Nesse rio sei andar na beira
Desvario é essa cachoeira
Trilha subindo a mata
A vista que me arrebata

Essa estrada me chamou
Eu vou
Caminho pro interior

 

Trocar risadas



(Image by Paper Boat Creative)

'Reconheçamos o básico: uma vida sem amigos é uma vida vazia. O mundo é muito maior que a sala e a cozinha do nosso apartamento. Que mais? Desmediocrize sua vida. Procure seus "desaparecidos", resgate seus afetos. Aprenda com quem tiver algo a ensinar, e ensine algo àqueles que estão engessados em suas teses de certo e errado. Troque experiências, troque risadas, troque carícias. Não é preciso chegar num momento-limite para se dar conta disso. O enfrentamento das pequenas mortes que nos acontecem em vida já é o empurrão necessário. Morremos um pouco todos os dias, e todos os dias devemos procurar um final bonito antes de partir'.
Martha Medeiros - Antes de partir

Tenho andado cansada ultimamente. Acho que deve ter algo haver com o final de ano, muito trabalho, faculdade, sono, a saga de tirar carteira de motorista (devia ter feito isso quando fiz 18 anos), cachorro, irmã, família...

Às vezes chego me caso e quero só cama. Mais nada. Às vezes durante 'o caminho' as coisas ficam meio sem sentido e me pergunto umas 476678 vezes pra que fazer isso ou aquilo, ou me procupar, ou não me preocupar...

Mas hoje ao voltar do centro da cidade num ônibus lotado, quente, cansada com fome e com sono tocou uma música gostosa no rádio e me fez pensar que apesar de tudo eu ando me divertindo muito, aliás como nunca me diverti antes. E isso tem muito haver com os amigos que tenho feito, reencontrado, resgatado, me aproximado... enfim.

Lembrei de tantos momentos gostosos, cinemas, feira hippie, teatro, café, barzinho, happy depois do trabalho, almoços, reencontros em salão de beleza, 'baladinha' com minha família e  com a minha irmã (é esla está ficando cada vez mais linda e folgadinha), leituras deliciosas (é vocês tem colorido muito meu dia a dia)conversas simples no corredor, no café, no telefone tentando superar o barulho e o balanço do ônibus, mensagens no celular...

E tenho percebido que além dessa correria existem momentos muito gostosos, leves que vão preenchendo como quebra-cabeças a loucura de cada dia. Talvez eu tenha chegado em alguns momentos limites para perceber isso, mas agora que aprendi espero não esquecer... acho que não dá! Por isso quero mais é trocar risadas sabe?

11 setembro, 2010

Sentir-se capaz!?



(Image by ZenShui - Laurence Mouton)

Tenho pensado muito ultimamente nas minhas possibilidades, 'do que eu sou capaz?'. Acho que períodos de grandes mudanças nos provocam a pensar nisso...
Coincidentemente recebi por email essa semana uma crônica da Martha que se chama 'Ser capaz'. (Aliás, obrigada viu!? Estava mesmo precisando me lembrar de algumas coisas!). E entre essas coisas me lembrei que quando comecei o blog escrevi sobre isso... Voltei pra ler e acho que descreve muito o eu tenho pensando e sentido ultimamente!
Obs.: Só não estou mais chateada com o planeta... pelo menos hoje não! [rs]

Do que você é capaz?

Ontem estava chateada com o planeta, nem vou falar com o que exatamente porque não sei, por isso melhor englobar todo o planeta (sou controladora, prefiro pecar pelo excesso). Tenho alguns livros da Martha que ficam ao lado da minha cama, e geralmente leio alguma coisa antes de dormir, nos momentos de raiva e quando me sinto bem também. E hoje acabei lendo eese texto, provocada pelo título: “Ser capaz”. Acho que “do que somos capazes” é uma pergunta que nos fazemos demais (de menos às vezes) durante a vida.

Tudo bem que do alto dos meus 26 anos, não é exatamente “durante a vida”, mas digamos que se trate de uma experiência significativa. Na realidade o que me intrigou é que a cada dia encontramos novas respostas para essa pergunta. E em compensação continuamos à fazê-la, mais e mais. Fiquei pensando em quantas coisas deixamos de fazer por conta justamente de questionar a nossa capacidade. E talvez em quantas outras nos encorajamos justamente por nos sentirmos capazes... E o quanto esse pergunta chata, confusa, provocadora, encorajadora... nos movimenta.

Continuo sem conseguir pontuar exatamente do que sou capaz (ainda que a Martha dê conta de algumas coisas muito bem...) sou capaz de insistir quando acredito (é, teimosia pode ser uma virtude), de brigar pelo que penso, de deixar o medo falar mais alto às vezes... Sou capaz de sobreviver a situações que jurava que me tirariam do eixo pra sempre (se é que eu tenho um), sou capaz também de desistir das coisas mais hipotéticas do planeta, só por pensar que não era capaz. Entretanto, para o equilíbrio do planeta (mais especificamente do meu equilíbrio e por consequência dos outros na minha órbita) sou capaz de ser capaz quando não acreditava que seria, e de sobreviver quando não sou...

Sou capaz de convencer as pessoas de algumas maluquices (na 'maioria' das vezes boas), sou capaz para a dor, para rir de coisas boas e ruins, sou capaz de pensar em 234 mil hipóteses antes de tomar uma decisão, capaz de imaginar as coisas mais absurdas do planeta (tá vendo como sou exagerada?), sou capaz para o exagero também, e é claro capaz de parar às vezes antes desse exagero se concretizar. Mas sou incapaz para a espera, para a dúvida, e na maioria das vezes... para o que me provoca medo.

Queria muito dizer que não sou capaz de ir contra o que penso, o que quero e o que sinto, mas parece que capacidade mesmo eu tenho para ser humana... e assim, às vezes ser incapaz de fazer o que eu mais queria. Entretanto, gosto de pensar na possibilidade de a qualquer hora dessas fazer coisas que nunca pensei que seria capaz...

09 setembro, 2010

O que você mais quer?



(Imagem by Simon Bond)

Era uma festa familiar, destas que reúnem tios, primos, avós e alguns agregados ocasionais que ninguém conhece direito. Jogada no sofá, uma garota não estava lá muito sociável, a cara era de enterro. Quieta, olhava para a parede como se ali fosse encontrar a resposta para a pergunta que certamente martelava em sua cabeça: o que estou fazendo aqui? De soslaio, flagrei a mãe dela também observando a cena, inconsolável, ao mesmo tempo em que comentava com uma tia. "Olha pra essa menina. Sempre com esta cara. Nunca está feliz. Tem emprego, marido, filho. O que ela pode querer mais?"

Nada é tão comum quanto resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais. Fulana é linda, jovem e tem um corpaço, o que mais ela quer? Sicrana ganha rios de dinheiro, é valorizada no trabalho e vive viajando, o que é que lhe falta?

Imaginei a garota acusando o golpe e confessando: sim, quero mais. Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável. A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.

Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino. Que eu nunca aceite a idéia de que a maturidade exige um certo conformismo. Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.

Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estréia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.

Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e em exigências de ser a melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa. Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas idéias minhas que não são muito abençoáveis.

Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante.

E na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir. O que eu quero mais? Me escutar e obedecer o meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, marido, filhos, bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã. E também quero mais tempo livre. E mais abraços.

Pois é, ninguém está satisfeito. Ainda bem.

Martha Medeiros

07 setembro, 2010

Saudade em dia de chuva...



(Eu e o meu avô Sidney)

Dia de chuva faz a gente pensar demais. O que é uma delícia, mas às vezes nos leva para onde não estávamos planejando. Aliás, eles têm esse poder, de justamente nos levar para onde não era o plano. Esse feriado eu comprei uma estante oara organizar meus livros. E é claro, em meio a poeira, flanela, lustra móveis e livros eu encontrei algumas coisas importantes. Acho que encontrei mais um pouquinho de mim.

Achei um livro que comprei há algum tempo numa livraria bem pequenininha que fica aqui do centro da cidade. Áliás, me lembro como se fosse hoje da saudade que estava sentindo do meu avô naquele dia (não que ele não esteja comigo sempre de alguma maneira, mas tem momentos em que por alguma razão, que não compreendi ainda, a saudade fica mais forte...).

Sempre que vou em livrarias fico meio perdida. olhando de tudo um pouco... e de repente achei um livro bem pequenininho que se chamava "Mensagem Para Meus Netos", e na capa estava escrito: "Se você tivesse que escolher um único conselho para deixar para seus netos qual seria?".

Claro que comprei. Devorei o livro no ônibus no caminho de volta pra casa e fiquei pensando qual seria esse conselho do meu avô, entre tantas coisas que ele me disse...

O livro foi idéia do autor, um garoto de 12 anos, cuja avó sofria de Alzheimer e por terem tido pouco contato antes da doença ele ficava imaginando o que ela lhe diria, que conselhos ela teria para dar se pudessem ter convivido mais. Então ele escreveu para diversas pessoas pedindo para cada uma delas um conselho que sintetizasse o que consideravam verdadeiramente importante e que gostariam de transmitir para seus netos - quer já fossem avós ou não. Ele então reuniu todas as resposas e organizou esse livro.

Não há como não lembrar do meu avô e não pensar nas árvores frutíferas da chácara que ele tanto adorava... Da chácara que aliás ele ergueu parede por parede, do cheiro de terra, do fogão à lenha, dos dias quentes brincando com o esguicho d'água, das 'viagens' para Jaguaríuna, do Chevett ameralo ouro que ele tinha tanto orgulho...

Acho que tenho tanto dele hoje. Fiquei pensando qual seria o seu conselho. Afinal, ele já me disse tanta coisa importante! E acredito que cada uma delas continua aqui comigo. Organizando ainda a minha estante, encontrei um outo livro especial que ganhei de presente dele, é um livro de pensamentos e dentro há uma dedicatória que diz assim:

Para Michelle Felippe,
Ler e saber, viver e reviver,
São efeitos, com o passar do tempo,
descobrirás as causas.
De seu avô Sidney.

Acho que esse deve ter sido um desses conselhos especiais. E hoje, aqui nessa noite chuvosa, duvidando de tanta coisa, perguntando tantas outras, querendo outras tantas... Acho que posso ouví-lo me dizendo...

Paciência Michelle, paciência...

06 setembro, 2010

(...)



 (Image by Atsushi Yamada) 

Às vezes eu queria só um pouco mais de coragem pra sentir o que eu sinto...
Só um pouquinho mais de coragem pra dizer o que eu sinto...
Um pouquinho mais de paciência pra lidar com o que eu não sei sentir nem dizer...
Talvez um dia eu aprenda...
Ou não...

30 agosto, 2010

Não fique desconfiando da beleza do dia...



(Image by Graham Winterbott)

Hoje tenho que dizer que a segunda-feira contrariou a regra. Se é que existe alguma regra.
Na minha cabeça, pelo menos até hoje, as segundas-feiras eram feitas de despertar logo cedinho, com muito frio e preguiça, de passeio com o cachorro ainda dormindo (eu e ele), de ônibus que parecia balançar mais do que o normal (talvez pela pausa do final de semana), de retorno ao trabalho e lembrança das 200 coisas que tenho atrasadas para fazer, de telefonemas para dar, de emails para responder, de almoço corrido, de reuniões, de espera pelo ônibus no ponto 'sem ponto' com vento, de mais balanço no ônibus, casa, cansaço, banho, cama...
O dia hoje começou leve, apesar do frio, do vento na janela. Passeio divertido com o cachorro, de pijama xadrez (eu e ele), mais acordada do que de costume. Caminhada calma para o ponto de ônibus, sorrisos de bom dia (nunca reparei esses sorrisos?). O balanço do ônibus hoje rendeu um belo cochilo, que talvez tenha sido um dos responsáveis pelo meu bom humor ao chegar no trabalho (não que eu chegue mau humorada sempre ok?).
Manhã de trabalho, risadas, conversas...
Almoço num lugar novo, delicioso, mais do que divertido e agradável com as amigas! Precisamos repetir!
Tarde de mais trabalho, risadas, conversas...
Bate papo num barzinho com outras amigas muito queridas no final da tarde... Apesar da moça ter gritado comigo no caminho, por eu não saber muito bem 'direita e esquerda'... nada que uma pulseira no braço não resolva [rs].
Lugar agradável, diferente, novo também, cheio de fotografias lindas nas paredes, pessoas especiais, um brinde, uma horinha de risada e conversas que valeram por muitas outras!
Muito vento no caminho de volta... sabia que vestido não era o ideal pra hoje, mas o dia estava tão leve!
Ônibus chegando junto comigo no ponto antes mesmo de eu pedir isso em pensamento (sorte!), lugar para sentar (sorte dupla!)...
Casa... pijama... minha irmã me esperando para estudar para a prova de espanhol... Internet, poemas, contos, história, conversas...
Fiquei pensando na necessidade que eu sinto de 'enquadrar as coisas', ainda que elas não caibam, não precisem, somente morem no plano das idéias e nunca aconteçam... Mas hoje senti também que uma simples segunda-feira, tão previsível pode surpreender...

No fim, acho que a Kenia tem mesmo razão quando diz pra eu não ficar desconfiando da beleza do dia!

29 agosto, 2010

Alma Nova!




Alma Nova
Zeca Baleiro

'E eu digo
Calma alma minha
Calminha!
Ainda não é hora
De partir...'

Rodoviária, São Paulo, conversas, risadas, Zeca Baleiro, Nando Reis, muita música, frio...
Planejar tem lá o seu encanto (e acho que é de fato é que nos move), mas realizar...!

25 agosto, 2010

Agenda



(Image by Chris Stein)

nascer de novo
fazer relaxamento
jogar nenhum jogo com desejo
colocar rede
dormir no chão
comprar chaleira
rolar como seixo
acabar com o mimo
cortar cabelo
ficar bonito
continuar amando ela.

Mário Pirata

Já reparou quantas idéias, quantos planos vamos fazendo e deixando guardados em algum lugar?
Não significa que não façamos coisas e que simplesmente ter vontade, pensar em fazer as coisas já não nos faça bem.
Ontem estava folheando meu caderno e encontrei um monte rabiscos e pensamentos soltos, escritos naqueles momentos em que a nossa cabeça voa pra bem longe da sala... 
E reparei que talvez em algum momento possa além de fazer planos tentar colocá-los em prática.

21 agosto, 2010

Sim ou não?



(Image by Justine Beckett)

Se tivesse que resumir essa semana eu acho que caberia em 'Dia difícil', pra não dizer semana. Bom, dias difíceis não são mais novidade. Talvez essa seja a regra. Talvez assim os dias 'fáceis', bons, gostosos tenham mais sabor.

Estava lendo um crônica da Martha que se chama 'Quanto vale um sim'. Enquanto eu lia foi como se me desse conta de como o 'sim' me provaca medo. Cursioso isso, sempre achei que era o 'não' que me amedrontava.

Sempre me pareceu que o não era transformador. Aquela conversa (que tem lá o seu sentido sim) de que diante de um 'não' temos que dar a volta por cima, encontrar novos caminhos, outras possibilidades, imaginar novos rumos. O poder transformador do não. Mas já se deu conta, já pensou alguma vez no poder do sim? Um sim pode mudar tanta coisa! E talvez por isso ele me assuste.

Em determinado momento a Martha diz que 'há quem fique paralisado diante de um não'. Ok. Ainda que pensemos um trilhão de vezes na possibilidade de ouví-lo, ele de fato paralisa a priore. Um não 'imaginado' é bem diferente de um não 'vivido'. s, e a nossa mania de achar que só porque imaginamos as situações teremos o poder de nos sairmos bem delas...

Honestamente ao ler essa frase percebi que tenho sentido mais medo de paralisar diante de um sim. De 'sim' buscar algo que me realize de verdade, de 'sim' descobrir as coisas que eu gosto, de 'sim' me dar o prazer de fazer as escolhas que sempre tive medo... sempre me escondendo atrás desse falso medo de 'não' dar certo.

No fundo, acredito na possibilidade dos dois. Penso que o 'sim' e o 'não' mudam os nossos caminhos. Mas honestamente, quero tentar viver com menos medo de ambos. Talvez, o que me assute de fato seja a resposta. A resolução. A definição. Afinal, enquanto existe a possibilidade de um 'não', posso seguir imaginando como me levantar, como seguir em frente... e enquanto existe a possibilidade de um 'sim' posso seguir duvidando dela... Mas quando as coisas se definem... aí é que começam de fato as novas possibilidades.

19 agosto, 2010

Cansa né?



(Image by Win-Initiative)

loas à imperfeição!
quem me dera não ter
um pingo de receio
de desagradar
vá para a puta que o pariu
diria mil vezes
o rancor meu recheio
grande merda você
que perca, que afunde, que morra
queria boa porção de lama
e dormir o sono das injustas
desbocada? dá no mesmo, porra
tanto faz como tanto fez
vem cá você, seu pentelho
você não é de nada
e pronto
mil sessões de terapia poupadas

Martha Medeiros

15 agosto, 2010

10 coisas sobre mim...







Fiquei pensando que esse título ficou meio estranho, tipo quem quer saber 10 coisas sobre mim? Mas e daí, o blog é meu certo? E mais, essa pergunta veio de duas pessoas muito bacanas que eu tive a oportunidade de conhecer graças a esse espaço sabe? A Kenia que escreve o Poesia Torta (e o Diários de Filosofia e também o Coeur de poètesse, e outros! [rs]) e o André que escreve o Últimas Fichas!
O blog da Kenia acho que foi o primeiro que eu descobri e em alguma medida (bem grande eu acho[rs]) deve ser responsável por esses espaço existir hoje! E o André conheci pelo blog da Kenia! E gosto muito das fichas que ele aposta lá!

Bom, o selo pede que eu fale 10 coisas sobre mim... então antes que eu fique mudando, inventando, trocando ou consertando essas coisas lá vai...

Primeiro eu sou uma pessoa teimosa, teimosa 'além da conta' sabe? Como diria a minha vó... não adianta eu vou tentar te convencer seja lá do que for, e eu vou tentar fazer isso, mesmo que esteja na cara ou escrito num letreiro em neon que vai dar errado... (às vezes não dá vai...).

Eu fico viajando em livrarias, adoro livrarias sejam elas como forem, grandes, pequenas, arrumadinhas, bagunçadas, tem horas que me perco tanto que olho pro lado com vergonha pra ver se alguém estava me olhando... como se alguém pudesse saber por onde eu viajei...

Gosto de observar as pessoas no ônibus, mas acho que não sou louca [rs]. É meio maluco isso, mas gosto de observar as pessoas e ficar imaginando quem elas são... que histórias elas trazem, contam, fazem parte... Fico apostando comigo mesma 'imaginações' que nunca saberei se são são verdadeiras. E o mais gostoso é que cada dia vou mudando essas minhas histórias-hipóteses malucas! [rs]

Adoro animais! Todos! Ok, nem todos! Por alguma razão os insetos me dão medo. Não consigo ver um cachorro sem ir xeretar e brincar! Ok que isso pode render alguma mordida um dia desses! Já cheguei atrasada no trabalho, já caí sentada numa poça d'água, meu cachorro quase não quis mais saber de mim, mas até agora tenho me divertido muito!

Tenho me apaixonado cada vez mais por cinema! Não entendo nada efetivamente, 'profissionalmente falando', mas a cada coincidência (nem tão coincidência assim às vezes) eu descubro que gosto mais e mais e mais!

Morro de vergonha de sair em fotografias! Sou sempre a pessoa chata que não quer sair na foto, que foge na hora do 'X', no parabéns, na foto da viagem! E deixo as pessoas sempre bravas comigo por isso!

Tenho vontade de fazer uma tatuagem, mas além de teimosa como disse lá em cima também sou indecisa! O que dificulta esse processo! Mas acho que um dia ainda faço...

Tenho vontade de aprender a dançar e de fazer capoeira, mas não consegui ter coragem ainda de pensar na idéia de ficar no centro de uma roda... é, possoas que morrem de vergonha de tudo, principalmente de serem o 'foco' tem esse problema.

Amo viajar! Muito!!! Pra quase qualquer lugar! Sol, chuva, vento... tanto faz! Até ás viagens para São Paulo, cheias de trânsito, e buzinas, e atrasos eu adoro! Basta saber que estou indo para outro lugar e pronto!

E por fim, eu tenho uma mega, power, baita dificuldade de organizar o pensamento pra falar! Já tentaram encher a minha bola dizendo que é porque eu penso muita coisa e muito rápido, mas não cola! Eu me atrapalho mesmo! Parece que está tudo tão certinho aqui 'dentro' (da minha cabeça), mas basta abrir a boca... lá vou eu me perder!

Agora, passo o selo pra vocês e ainda que o que vocês escrevam, desenhem, escolham para postar... conte muito de vocês, se quiserem, adoraria saber 10 algumas, essas, outras...  coisas sobre vocês também!

Sob minha inteira responsabilidade, por Flávia
Tudo junto e misturado, por Erin
sob zero grau do signo de libra  ou poemas, chiclete & sons, por Franck (Seu último post 'Sou' acho que já diz muita coisa! Adorei!)
Idéias e Sketches, por Thiago
Palavras ao Vento, por Luiza
Um dia me disseram, por Thaís
O medo de Suzana, por Suzana
Entrada para Raros, por Cris
Palavra Fátua, por Helcio
O Caminho das Palavras, por Danny
Todos os sentidos, por Sél
Catadora de Palavras, por Luciana
Um lugar para repousar, por Carol
Céu Aberto, por Walkyria
Branca... , por Natália

Acho que sou muito curiosa né?
Beijos e boa semana gelada pra gente!
Com muito chocolate quente, coberta e cama quentinha!

Espaços especiais que eu devoro sempre!








Acho que andei escrevendo sobre como as pessoas são importantes nesse nosso caminho de cada dia...
Estava pensando sobre coisas que fazem os meus dias valerem a pena sabe? Não vou colocar a minha lista ainda, mas entre elas certamente está poder compartilhar coisas com vocês e ter o prazer de ler o que vocês escrevem! Queria agradecer a Kenia, a Luiza e o André pelo carinho e dizer que é muito bom ter encontrado vocês!

Por isso devoro o que vocês escrevem sempre!

Ao invés de listar os blogs aqui, gostaria dedicar esse selo para vocês que moram também ali na lateral do meu blog, são certamente espaços que eu devoro sempre! E com muito prazer! Obrigada por tornarem tudo mais divertido, engraçado, reflexivo... por me proporcionarem tantos sentimentos diferentes! Por isso, o selo é de vocês! E com o mesmo carinho com que me foi passado!

13 agosto, 2010

Pensando bem...



(Image by Peter Cade)

Volta às aulas = muita correria!
Estou fazendo uma disciplina deliciosa sobre cinema, espaços, imagens... E passei aqui para deixar uma frase que ouvi essa semana e não saiu da minha cabeça...

"Nosso momento de maior potencialidade é justamente quando não sabemos o que fazer".

Ainda estou pensando sobre isso...
Bom final de semana pra gente!

06 agosto, 2010

Defeitos



(Image by Ballyscanlon)

'Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso.
Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro'.

Clarice Lispector

E o pior (ou melhor, ou tanto faz) é que até os defeitos e talvez em grande parte eles, são responsáveis por ser quem somos. Essa semana andei pensando sobre isso: os defeitos. Os meus, os seus, os nossos...

E num primeiro momento não me pareceu muito confortável sabe? Olhar para eles assim nus e crus! Mas o curioso é que de alguma maneira estranha nós os conhecemos (quase) todos. Disfarçamos, arrumamos, tentamos mudar, camuflar, seja lá o verbo que for... Mas o fato é que eles são parte de nós também. E talvez o maior erro seja tentar mudar isso.

Fiquei pensando nas ‘um milhão de vezes’ em que desejamos internamente não ser mais assim ou assado, nunca mais fazer isso ou aquilo, nem dizer, nem pensar, nem querer... E se repararmos isso acontece quase o tempo todo. É no trabalho que deveríamos ser mais objetivas, menos confusas, mais claras, ter menos vergonha de falar em público... Em casa que deveríamos ser menos impacientes, mais calmas, menos emburradas... Na vida em que deveríamos ser mais solidárias, menos egoístas, menos apressadas, menos medrosas, bem menos inseguras...

Quem disse?

O fato é que os defeitos são também parte do que nos mantém inteiros! E talvez conviver com eles não precise ser algo 'sofrível'. Talvez eles sejam partes fundamentais do que quebra-cabeça que nós somos... E se olharmos com cuidado, podemos até tentar trocar de lugar algumas peças às vezes, somos humanos certo? Mas precisamos de todas elas para ser o que somos, seja isso inteiro, metade...

E talvez o maior perigo seja se perder em relação a quem queremos ser e como queremos ser, para como agradaríamos se fossemos...

Não quero com isso dizer que não podemos mudar, melhorar, trabalhar o que não é bacana na gente, o que não nos agrada. Claro que podemos. Mas talvez esse ideal de mudança não deva ser nosso maior objetivo. Já é tão difícil ser quem somos com o pacote todo: o que temos de bom, de alegre, de triste, de complicado, de simples, enfim... Imagina ser tudo isso e ficar tentando não ser algumas coisas também?

05 agosto, 2010

Se eu fosse eu



(Image by Image Source)

Se eu fosse eu, reagiria. Diria exatamente o que eu penso e sinto quando alguém me agride sem perceber. Deixaria minhas lágrimas rolarem livremente, não regularia o tom de voz, nem pensaria duas vezes antes de bronquear, mesmo que mexicanizasse a cena. Reclamaria em vez de perdoar e esquecer, em vez de deixar o tempo passar a fim de que a amizade resista, em vez de sofrer quieta no meu canto.

Se eu fosse eu, não providenciaria almoço nem jantar, comeria quando tivesse fome, dormiria quando tivesse sono, e isso seria lá pelas nove da noite, quando cai minha chave-geral. Acordaria então às cinco, com toda a energia do mundo, para recepcionar o sol com um sorriso mais iluminado que o dele, e caminharia a cidade inteira, até perder o rumo de casa, até encontrar o rumo de dentro.

Se eu fosse eu, riria abertamente do que acho mais graça: pessoas prepotentes, que pensam saber mais do que os outros, e encorajaria os que pensam que sabem pouco, e sabem tanto. Eu faço isso às vezes, mas não faço sempre, então nem sempre sou eu.

Se eu fosse eu, não evitaria dizer palavrões, não iria em missa de sétimo dia, não fingiria sentir certas emoções que não sinto, nem fingiria não sentir certas raivas que disfarço, certos soluços que engulo. Se eu fosse eu, precisaria ser sozinha. Se eu fosse eu, agiria como gata no cio, diria muito mais sim. Se eu fosse eu, falaria muito, muito menos.

E menos mal que sou eu na maior parte do dia e da noite, que sou eu mesma quando escrevo e choro, quando rio e sonho, quando ofendo e peço perdão. Sou eu mesma quando acerto e erro, e faço isso no espaço de poucas horas, mal consigo me acompanhar. Se eu fosse indecentemente eu, aquele eu que refuta a Bíblia e a primeira comunhão, aquele eu que não organiza sua trajetória e se deixa levar pela intuição, aquele eu que prescinde de qualquer um, de qualquer sim e não, enlouqueceria, eu.

Martha Medeiros

02 agosto, 2010

Segunda-feira



(Image by Michael Chrisman)

Preguiça de levantar...

Frio...

Muito vento...

Cheiro de chuva (mas nada de chuva)...

'Bom dia' animado da cobradora e do motorista do ônibus...

Cochilo gostoso no caminho ouvindo música...

Água de coco comprada às pressas no varejão...

Trabalho, reuniões, trabalho...

Correria pra pagar contas no almoço (realizar um depósito pode ser uma aventura [rs])

Trabalho, trabalho e mais trabalho...

Ônibus de volta pra casa...

Mais vento (bem mais)...

Sopa...

Internet...

Próximo passo: Cama...

Nem parece que já se foi a segunda-feira!?