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11 setembro, 2011

Sentir...



Ela só precisa sentir que não há com que se preocupar, você tá ali e tal...
(Gabito Nunes)

15 setembro, 2010

Pirações de uma aula...



(Image by Tim Robberts)


Filme?
Documentário "Acidente" (Direção: Cao Guimarães e Pablo Lobato - 2006).
Vida?
Trajetórias vividas até 'aqui', até esse exato momento...
Futuro?
Eterno devir...
Eu?
Eterna dúvida...

23 maio, 2010

Há “pés esquerdos” que vêm para o bem...


(Image by Imagezoo)

Esses dias eu estava meio brava com o mundo (na verdade alguns dias talvez) e com medo de ficar amarga sabe. Azeda mesmo. Um limão, pior, uma limonada inteira e sem ser suíça. Sabe aqueles dias em que a gente levanta com dois pés esquerdos? Um frio dos infernos pra sair da cama, você cai mais uma vez na armadilha “soneca” do alarme do seu celular, o chuveiro queima = banho gelado reclamando do mundo, você derruba o leite na blusa limpinha que acabou de colocar, não encontra a sua carteira (que pela mania de arrumação) tava arrumando ontem a noite antes de pegar no sono... Enfim, um dia desses...

Então, ao invés de ficar pirando em ficar azeda ou amarga resolvi tentar entender um pouquinho que sabor é esse que estou vivendo/sentindo agora. Pôxa, a minha paciência não é mais a mesma. É fato que continuo ligada no 220, ansiosa, apressada, curiosa. Os gostos mudaram um pouquinho (grande parte da adolescência parece que permanece, pelo menos no que diz respeito a adorar séries de TV, comédias românticas tontas e a mania de imaginar coisas), alguns sonhos mudaram, chegaram, surpreenderam... Mas foi importante perceber que a possibilidade de sonhar continua aqui. Fim de faculdade, começo de mestrado (meio na verdade, ai meu Deus!), trabalhando na minha área, aprendendo pra caramba, penando pra caramba também, namorando um curso de fotografia, outro de cinema, outro de roteiro pra documentário, não efetivando nenhum por enquanto (mas o namoro tá bom). Acho que nunca tive vontade de fazer tantas coisas! Dança, fotografia, teatro, voltar pro inglês, retomar o espanhol, talvez o francês, natação (é, acho que preciso aprender nadar nessa vida ainda, já que andar de bicicleta resolvi deixar pra lá), tirar carta, comprar um carro, um apartamento, viajar, até em ter um hamster tenho pensado...

Engraçado que comecei a pensar em mim buscando “o que havia se modificado” e acabei encontrando algumas permanências e talvez algumas vontades que sempre estiveram aqui e eu não dei muita bola. Acho que as pessoas piram em algumas épocas da vida, e talvez eu esteja em uma dessas épocas. Vai ver fazer um blog do nada tenha haver com isso (talvez a terapia não esteja dando conta! Brincadeira, a Flávia manda muito bem!). Nossa, me senti a maluca agora. Mas tem sido uma piração boa. É estranho se sentir tão plena, sabe do que eu estou falando? Se sentir bem de verdade com você, não no país da maravilhas entende? Mas bem... levando a vida, estudando, trabalhando (tentando pelo menos), feliz com o esmalte das unhas, o corte de cabelo, os gostos, as vontades (as identificáveis conscientemente pelo menos)... “Se encontrar”, se olhar depois de algum tempo passeando entre o que sou e como eu gostaria de ser...

Acho que é aí que a crise surge... O que vem pela frente? É estranho como conquistamos coisas... E de repente você deita na cama pra ler, ouvir musica, de pijama listrado, cobertor verde de bolinhas amarelas, e sente uma sensação (nossa, isso foi tipo descer pra baixo, anexar junto, mas enfim) a sensação mais confusa do planeta: uma satisfação insatisfeita. Pode? Pode! Não sei, mas acho que se você não se sentiu assim ainda, acho que esse momento chega uma hora dessas.

O medo de ficar azeda... sabe que até passou, a possibilidade de me sentir humanamente azeda às vezes... foi compreendida. Afinal, nunca se sabe quando uma limonada azeda pode virar uma limonada suíça... E assim que eu entender o que significa tudo isso divido por aqui... por enquanto... um brinde de limonada às possibilidades!

Obs.: Me matriculei no curso de roteiro para documentários... vamos ver o que rola!

17 maio, 2010

Pijamas, medo e frio...



(Imagem by Rolf Sjogren)

Atualmente (difícil precisar atualmente, deixa pra lá) as únicas coisas capazes de me deixar de bom humor são: pijamas, sofá e edredom. Ok que não é nada mal né? Mas hoje acabei comprando três pijamas. Por alguma razão maluca adoro pijamas! Mas, o que eu vou fazer com tantos pijamas? Tudo bem que acabo levando o cachorro passear praticamente dormindo e logo cedo de pijama ainda, afinal os únicos "quase" acordados no mundo somos nós dois praticamente, então... Vamos combinar que esse frio é um convite perfeito pra não se sair de casa e para se comprar pijamas! Engraçado como tem momentos da vida (ok que o frio colabora) em que a única coisa que a gente queria é ficar dentro de casa, num casulo, com a gente mesmo. Duas hipóteses: você tá bem e quer muito descansar e curtir o frio... ou as coisas não estão tão boas... e você mal sabe que ficar sozinha com você mesma pode ajudar a complicar um pouquinho mais. Nem tinha percebido o que ficar só comigo pode me trazer, mostrar, provocar, enfim...

Já sentiu medo de não conseguir viver tudo o que você poderia? Ok, como se você soubesse tudo o que poderia. Mas, medo mais estranho e contraditório esse! Parece que de repente as coisas começam a “acontecer” ou seria “não acontecer” de maneira tão rápida que em algum momento você se perdeu, só não consegue enxergar onde... e várias coisas acontecendo... e não acontecendo e você imaginando o que queria que acontecesse e o que não vai mais acontecer... é, achando que tem o dom divino de prever o futuro, ou alguma bola de cristal escondida no bolso. Que não seja o dom, mas que mania maluca é essa que você tem de imaginar o futuro? E o pior, passar raspando quase sempre...

Pode parecer um misto de desanimo, com saco cheio e falta de imaginação... Mas na verdade é só falta de uma perspectiva mais interessante no momento, literalmente. Não que ela não exista, mas sabe como é, ilusões de ótica fazem parte do percurso. E lá chegamos novamente a um querer não se sabe o que, mas um medo certeiro de não conseguir isso que não se sabe... Tudo bem que ouvir "As Melhores Coisas" do Arnaldo Antunes me fez querer voltar pros 16 anos... Quem diria que chorar na escada do colégio por alguém que pensava não poder viver sem e que hoje nem me lembro mais pudesse parecer tão interessante agora? Escola, amigos, uma série de coisas pra querer (ainda que desde lá não conseguisse identificar muito bem). Tudo bem, tenho uma série de coisas pra querer ainda! E quero!

Bom, lá vamos nós, ilusões de ótica e frio a parte a vida continua... Cheia de dúvidas, das certezas mais incertas, de expectativas confusas... Fico me perguntando o que está nesse momento pra mim entre as dez ou mais de mil melhores coisas da vida... Quando começar a lista eu conto...

Mas... por enquanto, prefiro ficar de pijama e de pernas pro ar... E a previsão é que fique ainda mais frio...

(Image by AAGAMIA)


04 maio, 2010

Loucura pensar a pessoa que nos tornamos...



(Image by Joy Sale)

Essa semana encontrei um paquera dos tempos de colégio no shopping (nossa falando assim parece foi no século passado... e na verdade foi mesmo...) Que encontro mais besta pensei?!

É claro que depois das constatações básicas: nossa ele engordou!? E ela está mais feia!? Me veio um pensamento que não consegui controlar: quem eu havia me tornado? Caramba, e eu?

Nenhum grande feito até agora, mas digamos que chegar até aqui é uma grande coisa! Conheci pessoas especiais, e conheço mais a cada dia, fiz escolhas (ainda que cheia de dúvidas malucas, já disse que meu sobrenome poderia ser indecisão), terminei a faculdade, entrei num mestrado maluco, fiquei 7 meses viajando... fui... voltei... Hoje sou muito menos ansiosa, ainda pé atrás com a maioria das coisas e pessoas do planeta, mais teimosa (quem diria que isso seria possível), mas forte e sensível ao mesmo tempo, com um pouco mais de esperança nos dia que estão por vir, e um pouco mais de crença nas minhas possibilidades (ainda que não saiba exatamente quais são elas...).

Parece tão pouca coisa dentro de uma frase, mas lendo agora, sinto que pra mim é muito!

Ok, que o meu horóscopo maluco me dizendo que esse seria o melhor final de semana do meu ano me deixou pensativa também?! Afinal se fosse um desastre o que eu esperaria dos finais de semana restantes!?

Assistir Beleza Roubada, apesar de interessante porque eu queria ver novamente depois de tanto tempo, não é o que eu definiria de melhor final de semana do ano... Se bem que esse filme é de alguma maneira muito especial, só não consigo achar que a beleza foi roubada, talvez descoberta, reinventada, dividida, ou tudo isso junto, mas de fato não tenho muita veia para interpretações "cult", sabe... Mas tudo bem, melhor ou pior final de semana, tudo com o que não concordamos no horóscopo temos o direito de não acreditar e esperar o dia seguinte, a semana seguinte ou o mês seguinte, que seja, e dar uma nova chance para os astros acertarem...

Junto a tudo isso tive uma experiência desnecessária eu diria: tirar fotos 3X4! Quem é que consegue ficar normal numa foto daquelas? Sem a boca torta, ou parecendo ter só bochechas, ou só olhos... Tudo bem que eu tenho problemas com fotos desde que nasci acho... Ninguém merece, mas além de observar a minha cara de brava, a mancha de sorvete na minha blusa azul de listrinhas cor de rosa (devia ter escolhido uma blusa mais discreta), constatar a minha dificuldade de sorrir em fotografias (pra compensar as risadas bobas e sem hora...) tive que olhar pra mim!

E pôxa, mudei né!? Pro bem e pro mal... acho que não há mudança numa única direção... E acho que a mudança é o que nos assusta, conforta e movimenta... Claro que não ter o controle (quase nunca) dela, como boa sagitariana me irrita muito... mas ao mesmo tempo me obriga a ser mais leve...

Meu avô diria que continuo a mesma, mas o fato é que olhar para quem eu me tornei me passou uma sensação de conforto... não de acomodação, ainda quero mudar muita coisa acho... mas de conforto... de que valeu a pena esse caminho sabe? Algo como se não soubesse direito ainda pra onde estou indo... uma sensação de medo também... Obviamente do futuro! Mas prefiro pensar que é um medo bom, um misto de curiosidade com certa intuição feminina de coisas boas... E caso seja diferente... Esperemos os encontros bestas que nos farão pensar e caso os encontros não aconteçam... Haverá o horóscopo para dar asas a nossa imaginação... E novas semanas e finais de semana para serem os melhores... ou não...

Loucura pensar a pessoa que nos tornamos... e mais ainda as infinitas possibilidades de nos tornarmos...