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22 janeiro, 2011

O vento vai dizer lento o que virá...

 

(Image by Glowimages)

- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer

(O Vento - Los Hermanos)

05 janeiro, 2011

Do tamanho do mundo?



(Image by Eric Eric McNatt)

Não me sentindo mais tão pequena...
E percebendo que o mundo é mesmo grande e cheio de possibilidades...
Pode chover...

25 setembro, 2010

Quer levar minha bagagem ou não?




(Antes do Amanhecer)

Fico pensando que às vezes o mundo realmente conspira sabe?
Durante a semana numa coincidência maluca que envolveu um post da Carol e a amizade da Cláu (ela precisava ter um blog, se eu contar ninguém acredita na imaginação dela!), assisti 'Antes do Amanhecer'. Ou seja, acordei suspirando, fui trabalhar suspirando, tomei bronca suspirando... Ok, depois me irritei com o trânsito na volta pra casa... suspirando.
Passei pelo blog da Carol, pelos seus livros e sonhos e li sobre as declarações de amor que ela (e tenho que confessar que eu também) gostaria de receber... quem é que não gostaria? Passei pelo blog da Luana e li seu post, onde ela chega a conclusão que ' amar é não saber'. Viajei mais um pouquinho até o Coeur de Poètesse, onde a Kenia deixou o 'Recado da moça do telhado': 'Encontre-me no telhado para o nascer do sol'. Quem recusaria esse convite? Cheguei até 'Aquela menina com uma flor' e li o post em que a Flávia fala sobre solidão. E aí tive que correr pra cá! (Obrigado meninas, por me fazerem pensar nisso, acho que andava mesmo precisando [rs])

Na verdade, amor, romance, seja lá o nome que essas 'coisas' tenham, definitivamente não são seja que eu queira colocar em pauta no momento. Entretanto, fico pensando que falo isso como se houvesse mesmo possibilidade de se isolar da conspiração planetária pra que a gente pense, sonha, sinta e pire nisso....

Na verdade a única coisa que parece fazer sentido para mim agora é a idéia de que alguém possa compartilhar a maluquice da sua vida com a minha maluquice sabe? E compartilhar não significa substituir nada, trocar nada, deixar nada, simplesmente perceber que em alguma coisa, de alguma maneira a gente pode funcionar bem junto. E fazer desse dia a dia mais divertido, encontrar outros significados, outras possibilidades...

Do tipo perceber que o seu all star azul combina com o meu preto de cano alto, ou sentir muita vontade de continuar aquela conversa que não terminamos ontem e ficou pra hoje, ou perceber que eu acertei o pulo quando te encontrei, ou saber que as coisas podem melhorar se quando eu estiver triste você simplesmente me abraçar, ou num dia inesperado pisar numa poça e você me estender sua mão, perceber que meus olhos brilham e que eu vejo o céu no chão, talvez assumir que não te conheço, mas te quero, ainda mais por isso, e poder te pedir pra dizer que você me quer (porque eu te quero também), ou simplesmente me dizer o que é o sufoco, ou sossego, ou seja lá o que for, pra que eu possa te mostrar alguém afim de te acompanhar.

No fim das contas, acho que não deve haver nada de tão sensacional, espetacular, ou de outro mundo sabe? Não que o amor, ou seja lá o que for não tenha a sua magia. Claro que tem. Mas no fim, eu acho que talvez seja só a alegria, a sensação boa de ‘se ver’ em outra pessoa. E não porque essa pessoa seja como eu, ou porque eu queira que ela ou eu nos tornemos outras pessoas, mas simplesmente porque o que eu sou faz sentido pra ela naquele momento, e vice versa. Mas outro dia penso mais sobre isso...
Um super final de semana pra gente!

Ah, minha declaração de amor ideal no momento? Terei que emprestar da Tiê...

Dois
Tiê

Como dois estranhos, 
Cada um na sua estrada,
Nos deparamos, numa esquina, num lugar comum.
E aí? quais são seus planos?
Eu até que tenho vários.
Se me acompanhar, no caminho eu possso te contar.

E mesmo assim, queria te perguntar,
Se você tem ai contigo alguma coisa pra me dar,
Se tem espaço de sobra no seu coração.
Quer levar minha bagagem ou não?

E pelo visto, vou te inserir na minha paisagem
E você vai me ensinar as suas verdades
E se pensar, a gente já queria tudo isso desde o inicio.
De dia, vou me mostrar de longe.
De noite, você verá de perto.
O certo e o incerto, a gente vai saber.

E mesmo assim,
Queria te contar que eu talvez tenha aqui comigo,
Eu tenho alguma coisa pra te dar.
Tem espaço de sobra no meu coração.
Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão.

11 setembro, 2010

Sentir-se capaz!?



(Image by ZenShui - Laurence Mouton)

Tenho pensado muito ultimamente nas minhas possibilidades, 'do que eu sou capaz?'. Acho que períodos de grandes mudanças nos provocam a pensar nisso...
Coincidentemente recebi por email essa semana uma crônica da Martha que se chama 'Ser capaz'. (Aliás, obrigada viu!? Estava mesmo precisando me lembrar de algumas coisas!). E entre essas coisas me lembrei que quando comecei o blog escrevi sobre isso... Voltei pra ler e acho que descreve muito o eu tenho pensando e sentido ultimamente!
Obs.: Só não estou mais chateada com o planeta... pelo menos hoje não! [rs]

Do que você é capaz?

Ontem estava chateada com o planeta, nem vou falar com o que exatamente porque não sei, por isso melhor englobar todo o planeta (sou controladora, prefiro pecar pelo excesso). Tenho alguns livros da Martha que ficam ao lado da minha cama, e geralmente leio alguma coisa antes de dormir, nos momentos de raiva e quando me sinto bem também. E hoje acabei lendo eese texto, provocada pelo título: “Ser capaz”. Acho que “do que somos capazes” é uma pergunta que nos fazemos demais (de menos às vezes) durante a vida.

Tudo bem que do alto dos meus 26 anos, não é exatamente “durante a vida”, mas digamos que se trate de uma experiência significativa. Na realidade o que me intrigou é que a cada dia encontramos novas respostas para essa pergunta. E em compensação continuamos à fazê-la, mais e mais. Fiquei pensando em quantas coisas deixamos de fazer por conta justamente de questionar a nossa capacidade. E talvez em quantas outras nos encorajamos justamente por nos sentirmos capazes... E o quanto esse pergunta chata, confusa, provocadora, encorajadora... nos movimenta.

Continuo sem conseguir pontuar exatamente do que sou capaz (ainda que a Martha dê conta de algumas coisas muito bem...) sou capaz de insistir quando acredito (é, teimosia pode ser uma virtude), de brigar pelo que penso, de deixar o medo falar mais alto às vezes... Sou capaz de sobreviver a situações que jurava que me tirariam do eixo pra sempre (se é que eu tenho um), sou capaz também de desistir das coisas mais hipotéticas do planeta, só por pensar que não era capaz. Entretanto, para o equilíbrio do planeta (mais especificamente do meu equilíbrio e por consequência dos outros na minha órbita) sou capaz de ser capaz quando não acreditava que seria, e de sobreviver quando não sou...

Sou capaz de convencer as pessoas de algumas maluquices (na 'maioria' das vezes boas), sou capaz para a dor, para rir de coisas boas e ruins, sou capaz de pensar em 234 mil hipóteses antes de tomar uma decisão, capaz de imaginar as coisas mais absurdas do planeta (tá vendo como sou exagerada?), sou capaz para o exagero também, e é claro capaz de parar às vezes antes desse exagero se concretizar. Mas sou incapaz para a espera, para a dúvida, e na maioria das vezes... para o que me provoca medo.

Queria muito dizer que não sou capaz de ir contra o que penso, o que quero e o que sinto, mas parece que capacidade mesmo eu tenho para ser humana... e assim, às vezes ser incapaz de fazer o que eu mais queria. Entretanto, gosto de pensar na possibilidade de a qualquer hora dessas fazer coisas que nunca pensei que seria capaz...

13 agosto, 2010

Pensando bem...



(Image by Peter Cade)

Volta às aulas = muita correria!
Estou fazendo uma disciplina deliciosa sobre cinema, espaços, imagens... E passei aqui para deixar uma frase que ouvi essa semana e não saiu da minha cabeça...

"Nosso momento de maior potencialidade é justamente quando não sabemos o que fazer".

Ainda estou pensando sobre isso...
Bom final de semana pra gente!

23 maio, 2010

Há “pés esquerdos” que vêm para o bem...


(Image by Imagezoo)

Esses dias eu estava meio brava com o mundo (na verdade alguns dias talvez) e com medo de ficar amarga sabe. Azeda mesmo. Um limão, pior, uma limonada inteira e sem ser suíça. Sabe aqueles dias em que a gente levanta com dois pés esquerdos? Um frio dos infernos pra sair da cama, você cai mais uma vez na armadilha “soneca” do alarme do seu celular, o chuveiro queima = banho gelado reclamando do mundo, você derruba o leite na blusa limpinha que acabou de colocar, não encontra a sua carteira (que pela mania de arrumação) tava arrumando ontem a noite antes de pegar no sono... Enfim, um dia desses...

Então, ao invés de ficar pirando em ficar azeda ou amarga resolvi tentar entender um pouquinho que sabor é esse que estou vivendo/sentindo agora. Pôxa, a minha paciência não é mais a mesma. É fato que continuo ligada no 220, ansiosa, apressada, curiosa. Os gostos mudaram um pouquinho (grande parte da adolescência parece que permanece, pelo menos no que diz respeito a adorar séries de TV, comédias românticas tontas e a mania de imaginar coisas), alguns sonhos mudaram, chegaram, surpreenderam... Mas foi importante perceber que a possibilidade de sonhar continua aqui. Fim de faculdade, começo de mestrado (meio na verdade, ai meu Deus!), trabalhando na minha área, aprendendo pra caramba, penando pra caramba também, namorando um curso de fotografia, outro de cinema, outro de roteiro pra documentário, não efetivando nenhum por enquanto (mas o namoro tá bom). Acho que nunca tive vontade de fazer tantas coisas! Dança, fotografia, teatro, voltar pro inglês, retomar o espanhol, talvez o francês, natação (é, acho que preciso aprender nadar nessa vida ainda, já que andar de bicicleta resolvi deixar pra lá), tirar carta, comprar um carro, um apartamento, viajar, até em ter um hamster tenho pensado...

Engraçado que comecei a pensar em mim buscando “o que havia se modificado” e acabei encontrando algumas permanências e talvez algumas vontades que sempre estiveram aqui e eu não dei muita bola. Acho que as pessoas piram em algumas épocas da vida, e talvez eu esteja em uma dessas épocas. Vai ver fazer um blog do nada tenha haver com isso (talvez a terapia não esteja dando conta! Brincadeira, a Flávia manda muito bem!). Nossa, me senti a maluca agora. Mas tem sido uma piração boa. É estranho se sentir tão plena, sabe do que eu estou falando? Se sentir bem de verdade com você, não no país da maravilhas entende? Mas bem... levando a vida, estudando, trabalhando (tentando pelo menos), feliz com o esmalte das unhas, o corte de cabelo, os gostos, as vontades (as identificáveis conscientemente pelo menos)... “Se encontrar”, se olhar depois de algum tempo passeando entre o que sou e como eu gostaria de ser...

Acho que é aí que a crise surge... O que vem pela frente? É estranho como conquistamos coisas... E de repente você deita na cama pra ler, ouvir musica, de pijama listrado, cobertor verde de bolinhas amarelas, e sente uma sensação (nossa, isso foi tipo descer pra baixo, anexar junto, mas enfim) a sensação mais confusa do planeta: uma satisfação insatisfeita. Pode? Pode! Não sei, mas acho que se você não se sentiu assim ainda, acho que esse momento chega uma hora dessas.

O medo de ficar azeda... sabe que até passou, a possibilidade de me sentir humanamente azeda às vezes... foi compreendida. Afinal, nunca se sabe quando uma limonada azeda pode virar uma limonada suíça... E assim que eu entender o que significa tudo isso divido por aqui... por enquanto... um brinde de limonada às possibilidades!

Obs.: Me matriculei no curso de roteiro para documentários... vamos ver o que rola!

12 maio, 2010

Ser capaz



(Image by Lorenz and Avelar)


A escritora Hilda Hilst está tendo sua obra reeditada pela editora Globo desde o ano passado, e o primeiro livro a ser relançado foi A obscena senhora D. No texto de apresentação, o organizador das reedições explica por que considerou esse o livro certo para iniciar as publicações: "É uma pancada justa, certeira, para apresentá-la sem meias medidas aos leitores potenciais, capazes dela".

Capazes dela. Capazes de um texto que causa desconforto e desconcerto. Capazes de um texto que execra o bom mocismo. Capazes de absorver uma literatura em nenhum aspecto fácil. Os capazes de Hilda Hilst são capazes de Anaïs Nin, que são capazes de Rimbaud, que são capazes de absorver o delírio, a inquietação e a profundidade de nossas incertezas, portanto incapazes de um Sidney Sheldon.

Não é para falar de livros esta crônica. É para falar de capacidade. Do quanto somos ou não capazes de enfrentar nossas limitações, capazes de noites em claro, capazes de questionar nossa própria sanidade. Do quanto somos incapazes para fórmulas prontas, incapazes de concordar cegamente com o que parece fazer sentido, incapazes de dizer amém.

Do que você é capaz?

Sou capaz de quase tudo, talvez até de matar e morrer se a dor for insuportável. Sou capaz para o ilegal, o imoral e o insano, só não me sinto capaz para o injusto. Sou capaz de coisas que jamais farei, como me atirar de para-quedas de um avião, beber óleo de fígado de bacalhau e injetar silicone nos lábios, apenas nunca farei porque não há o que me motive.

Sou capaz para o segredo, sou capaz para o inferno, sou capaz para o silêncio, sou capaz para o irrecuperável, sou capaz para o fracasso, sou capaz para o medo, sou capaz para o bizarro. Minha incapacidade é para a frescura, para a fofoca, para a vaidade, para a seriedade que conferem ao que é irrelevante, quase tudo que está à vista.

Sou capaz para o que não conheço e torno-me incapaz para o que conheço bem demais. Sou pouco capaz para a matemática, para a física, para a culinária, para a religião. Talvez seja capaz para a mediunidade, mas nunca tentei. Sou capaz para a loucura, mas costumo frear a tempo. E, quando preciso de solidão, sou capaz de me declarar inábil para tudo o mais, na esperança secreta de ser deixada em paz.

Martha Medeiros


Do que você é capaz?


Ontem estava chateada com o planeta, nem vou falar com o que exatamente porque não sei, por isso melhor englobar todo o planeta (sou controladora, prefiro pecar pelo excesso). Tenho alguns livros da Martha que ficam ao lado da minha cama, e geralmente leio alguma coisa antes de dormir, nos momentos de raiva, e quando me sinto bem também... E acabei lendo esse texto hoje... Provocada pelo título: “Ser capaz”. Acho que “do que somos capazes” é uma pergunta que nos fazemos demais (de menos às vezes) durante a vida.


Tudo bem que do alto dos meus 26 anos, não é exatamente “durante a vida”, mas digamos que se trate de uma experiência significativa. Na realidade o que me intrigou é que a cada dia encontramos novas respostas para essa pergunta... E em compensação continuamos à fazê-la, mais e mais. Fiquei pensando em quantas coisas deixamos de fazer por conta justamente de questionar a nossa capacidade. E talvez em quantas outras nos encorajamos justamente por nos sentirmos capazes... E o quanto esse pergunta chata, confusa, provocadora, encorajadora... nos movimenta.


Continuo sem conseguir pontuar exatamente do que sou capaz (ainda que a Martha dê conta de algumas coisas muito bem...) sou capaz de insistir quando acredito (é, teimosia pode ser uma virtude), de brigar pelo que penso, de deixar o medo falar mais alto às vezes... Sou capaz de sobreviver a situações que jurava que me tirariam o eixo pra sempre (que o diga minha terapeuta), sou capaz também de desistir das coisas mais hipotéticas do planeta, só por pensar que não era capaz...  Entretanto, para o equilíbrio do planeta (mais especificamente do meu equilíbrio e por sua vez dos outros na minha órbita) sou capaz de ser capaz quando não acreditava que seria, e de sobreviver quando não o sou...


Sou capaz de convencer as pessoas de algumas maluquices (na maioria das vezes boas), sou capaz para a dor, para rir de coisas boas e ruins, sou capaz de pensar em 234 mil hipóteses antes de tomar uma decisão, capaz de imaginar as coisas mais piradas do planeta (tá vendo como sou exagerada?), sou capaz para o exagero também, e é claro capaz de parar às vezes antes desse exagero se concretizar. Mas sou incapaz para a espera, para a dúvida, para o que me provoca medo.  


Queria muito dizer que não sou capaz de ir contra o que penso, o que quero e o que sinto, mas parece que capacidade mesmo eu tenho para ser humana... e assim, às vezes ser incapaz de fazer o que eu mais queria. Entretanto, gosto de pensar na possibilidade de a qualquer hora dessas fazer coisas que nunca pensei que seria capaz...

04 maio, 2010

Loucura pensar a pessoa que nos tornamos...



(Image by Joy Sale)

Essa semana encontrei um paquera dos tempos de colégio no shopping (nossa falando assim parece foi no século passado... e na verdade foi mesmo...) Que encontro mais besta pensei?!

É claro que depois das constatações básicas: nossa ele engordou!? E ela está mais feia!? Me veio um pensamento que não consegui controlar: quem eu havia me tornado? Caramba, e eu?

Nenhum grande feito até agora, mas digamos que chegar até aqui é uma grande coisa! Conheci pessoas especiais, e conheço mais a cada dia, fiz escolhas (ainda que cheia de dúvidas malucas, já disse que meu sobrenome poderia ser indecisão), terminei a faculdade, entrei num mestrado maluco, fiquei 7 meses viajando... fui... voltei... Hoje sou muito menos ansiosa, ainda pé atrás com a maioria das coisas e pessoas do planeta, mais teimosa (quem diria que isso seria possível), mas forte e sensível ao mesmo tempo, com um pouco mais de esperança nos dia que estão por vir, e um pouco mais de crença nas minhas possibilidades (ainda que não saiba exatamente quais são elas...).

Parece tão pouca coisa dentro de uma frase, mas lendo agora, sinto que pra mim é muito!

Ok, que o meu horóscopo maluco me dizendo que esse seria o melhor final de semana do meu ano me deixou pensativa também?! Afinal se fosse um desastre o que eu esperaria dos finais de semana restantes!?

Assistir Beleza Roubada, apesar de interessante porque eu queria ver novamente depois de tanto tempo, não é o que eu definiria de melhor final de semana do ano... Se bem que esse filme é de alguma maneira muito especial, só não consigo achar que a beleza foi roubada, talvez descoberta, reinventada, dividida, ou tudo isso junto, mas de fato não tenho muita veia para interpretações "cult", sabe... Mas tudo bem, melhor ou pior final de semana, tudo com o que não concordamos no horóscopo temos o direito de não acreditar e esperar o dia seguinte, a semana seguinte ou o mês seguinte, que seja, e dar uma nova chance para os astros acertarem...

Junto a tudo isso tive uma experiência desnecessária eu diria: tirar fotos 3X4! Quem é que consegue ficar normal numa foto daquelas? Sem a boca torta, ou parecendo ter só bochechas, ou só olhos... Tudo bem que eu tenho problemas com fotos desde que nasci acho... Ninguém merece, mas além de observar a minha cara de brava, a mancha de sorvete na minha blusa azul de listrinhas cor de rosa (devia ter escolhido uma blusa mais discreta), constatar a minha dificuldade de sorrir em fotografias (pra compensar as risadas bobas e sem hora...) tive que olhar pra mim!

E pôxa, mudei né!? Pro bem e pro mal... acho que não há mudança numa única direção... E acho que a mudança é o que nos assusta, conforta e movimenta... Claro que não ter o controle (quase nunca) dela, como boa sagitariana me irrita muito... mas ao mesmo tempo me obriga a ser mais leve...

Meu avô diria que continuo a mesma, mas o fato é que olhar para quem eu me tornei me passou uma sensação de conforto... não de acomodação, ainda quero mudar muita coisa acho... mas de conforto... de que valeu a pena esse caminho sabe? Algo como se não soubesse direito ainda pra onde estou indo... uma sensação de medo também... Obviamente do futuro! Mas prefiro pensar que é um medo bom, um misto de curiosidade com certa intuição feminina de coisas boas... E caso seja diferente... Esperemos os encontros bestas que nos farão pensar e caso os encontros não aconteçam... Haverá o horóscopo para dar asas a nossa imaginação... E novas semanas e finais de semana para serem os melhores... ou não...

Loucura pensar a pessoa que nos tornamos... e mais ainda as infinitas possibilidades de nos tornarmos...