13 agosto, 2010

Pensando bem...



(Image by Peter Cade)

Volta às aulas = muita correria!
Estou fazendo uma disciplina deliciosa sobre cinema, espaços, imagens... E passei aqui para deixar uma frase que ouvi essa semana e não saiu da minha cabeça...

"Nosso momento de maior potencialidade é justamente quando não sabemos o que fazer".

Ainda estou pensando sobre isso...
Bom final de semana pra gente!

06 agosto, 2010

Defeitos



(Image by Ballyscanlon)

'Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso.
Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro'.

Clarice Lispector

E o pior (ou melhor, ou tanto faz) é que até os defeitos e talvez em grande parte eles, são responsáveis por ser quem somos. Essa semana andei pensando sobre isso: os defeitos. Os meus, os seus, os nossos...

E num primeiro momento não me pareceu muito confortável sabe? Olhar para eles assim nus e crus! Mas o curioso é que de alguma maneira estranha nós os conhecemos (quase) todos. Disfarçamos, arrumamos, tentamos mudar, camuflar, seja lá o verbo que for... Mas o fato é que eles são parte de nós também. E talvez o maior erro seja tentar mudar isso.

Fiquei pensando nas ‘um milhão de vezes’ em que desejamos internamente não ser mais assim ou assado, nunca mais fazer isso ou aquilo, nem dizer, nem pensar, nem querer... E se repararmos isso acontece quase o tempo todo. É no trabalho que deveríamos ser mais objetivas, menos confusas, mais claras, ter menos vergonha de falar em público... Em casa que deveríamos ser menos impacientes, mais calmas, menos emburradas... Na vida em que deveríamos ser mais solidárias, menos egoístas, menos apressadas, menos medrosas, bem menos inseguras...

Quem disse?

O fato é que os defeitos são também parte do que nos mantém inteiros! E talvez conviver com eles não precise ser algo 'sofrível'. Talvez eles sejam partes fundamentais do que quebra-cabeça que nós somos... E se olharmos com cuidado, podemos até tentar trocar de lugar algumas peças às vezes, somos humanos certo? Mas precisamos de todas elas para ser o que somos, seja isso inteiro, metade...

E talvez o maior perigo seja se perder em relação a quem queremos ser e como queremos ser, para como agradaríamos se fossemos...

Não quero com isso dizer que não podemos mudar, melhorar, trabalhar o que não é bacana na gente, o que não nos agrada. Claro que podemos. Mas talvez esse ideal de mudança não deva ser nosso maior objetivo. Já é tão difícil ser quem somos com o pacote todo: o que temos de bom, de alegre, de triste, de complicado, de simples, enfim... Imagina ser tudo isso e ficar tentando não ser algumas coisas também?

05 agosto, 2010

Se eu fosse eu



(Image by Image Source)

Se eu fosse eu, reagiria. Diria exatamente o que eu penso e sinto quando alguém me agride sem perceber. Deixaria minhas lágrimas rolarem livremente, não regularia o tom de voz, nem pensaria duas vezes antes de bronquear, mesmo que mexicanizasse a cena. Reclamaria em vez de perdoar e esquecer, em vez de deixar o tempo passar a fim de que a amizade resista, em vez de sofrer quieta no meu canto.

Se eu fosse eu, não providenciaria almoço nem jantar, comeria quando tivesse fome, dormiria quando tivesse sono, e isso seria lá pelas nove da noite, quando cai minha chave-geral. Acordaria então às cinco, com toda a energia do mundo, para recepcionar o sol com um sorriso mais iluminado que o dele, e caminharia a cidade inteira, até perder o rumo de casa, até encontrar o rumo de dentro.

Se eu fosse eu, riria abertamente do que acho mais graça: pessoas prepotentes, que pensam saber mais do que os outros, e encorajaria os que pensam que sabem pouco, e sabem tanto. Eu faço isso às vezes, mas não faço sempre, então nem sempre sou eu.

Se eu fosse eu, não evitaria dizer palavrões, não iria em missa de sétimo dia, não fingiria sentir certas emoções que não sinto, nem fingiria não sentir certas raivas que disfarço, certos soluços que engulo. Se eu fosse eu, precisaria ser sozinha. Se eu fosse eu, agiria como gata no cio, diria muito mais sim. Se eu fosse eu, falaria muito, muito menos.

E menos mal que sou eu na maior parte do dia e da noite, que sou eu mesma quando escrevo e choro, quando rio e sonho, quando ofendo e peço perdão. Sou eu mesma quando acerto e erro, e faço isso no espaço de poucas horas, mal consigo me acompanhar. Se eu fosse indecentemente eu, aquele eu que refuta a Bíblia e a primeira comunhão, aquele eu que não organiza sua trajetória e se deixa levar pela intuição, aquele eu que prescinde de qualquer um, de qualquer sim e não, enlouqueceria, eu.

Martha Medeiros

02 agosto, 2010

Segunda-feira



(Image by Michael Chrisman)

Preguiça de levantar...

Frio...

Muito vento...

Cheiro de chuva (mas nada de chuva)...

'Bom dia' animado da cobradora e do motorista do ônibus...

Cochilo gostoso no caminho ouvindo música...

Água de coco comprada às pressas no varejão...

Trabalho, reuniões, trabalho...

Correria pra pagar contas no almoço (realizar um depósito pode ser uma aventura [rs])

Trabalho, trabalho e mais trabalho...

Ônibus de volta pra casa...

Mais vento (bem mais)...

Sopa...

Internet...

Próximo passo: Cama...

Nem parece que já se foi a segunda-feira!?

01 agosto, 2010

Amizade...





A amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade cultivando algumas pessoas.

Carlos Drummond de Andrade

Ganhei esse selo muito especial, da Thaís que escreve 'Um dia me disseram' (uma espaço muito gostoso que vale a pena conhecer viu? Passem por lá!). A idéia é passar para seis blogs e responder a pergunta 'Qual foi a melhor coisa que um dia te disseram?'.

Hum, caramba! Quantas coisas importantes eu já ouvi! Aquelas palavras certas nos momentos exatos sempre fizeram a diferença e com certeza mereceriam estar aqui! Inclusive as escritas também [rs], afinal vocês devem saber melhor do que eu que esse 'mundo virtual' aparece na hora certa né? No meio daquele dia infernal de repente você lê aquilo que queria muito ouvir... (às vezes não queria, mas sabe que foi importante, que te fez pensar!).

Onde trabalho tem um senhor muito especial. Sabe aquelas pessoas que sempre te falam a coisa certa? Percebem de longe o que você está precisando ouvir? E fazem isso com uma bondade que você fica se perguntando se elas existem mesmo? Existem sim e que bom. Não sei se o senhor se lembra de todas as nossas conversas, mas eu certamente não me esquecerei de nenhuma. Quantos finais de tarde em que uma palavra sua teve o poder de mudar o significado de todo um dia...

Essa semana recebi do senhor o último texto que escreveu 'A ordem alfabética da vida'. Acho que tudo o que senhor sabe e sente nunca caberia num alfabeto sabe? Seria preciso inventarmos muitas novas letras!

Não sei se a amizade é um jeito de se isolar do mundo, na verdade acho que pode ser um jeito de se aproximar sabe? Mas certamente a amizade é a magia de cultivar pessoas que são importantes pra gente! Sempre fiquei pensando em como poderia retribuir esse carinho, essas palavras, esses conselhos... Aliás, agora que o senhor anda se aventurando por esse 'mundo virtual' quem sabe não está na hora de criar um blog para poder dividir com os outros suas palavras tão sábias hein?

Gostaria de agradecê-lo por tudo, sei que o senhor nunca disse uma palavra esperando qualquer tipo de agradecimento, mas obrigada! Saiba que desejo cultivar essa amizade pra sempre! E talvez as pessoas não entendam, mas acho que a melhor coisa que um dia já me disseram (e ainda bem que o senhor continua dizendo todas as vezes que nos vemos é: 'Só alegria!' [rs]. Esse 'só alegria' sempre foi muito mais do que só alegria, foi carinho, atenção, cuidado, incentivo...

Os blogs abaixo também são um sonho...
Boa semana pra gente!