Quando eu olho pra você
Vejo silêncio e lágrima
Incrustados num mundo de solidão
O que se mostra o que dá pra ver não é lástima
Do que de fato habita o seu coração
Tanta coisa parada sem par
Tanta coisa presa
Na tristeza de se refrear
O que a vida mais preza
A certeza de ser fiel
A própria natureza
Como você poderia saber
Se nesse mundo seu Você não dá motivos ao sol Pra clarear nova era Você não dá ouvidos ao som Que anuncia a quimera Você não agoniza de amor Mas já não sabe onde mora É só sorriso mas não consegue chorar
Isso não ameniza seus ais
Não põe as mágoas pra fora
Não abandona a casa da dor
Quem quando dentro ignora Você não admite sofrer Mas já se vê sem escolha É só sorriso mas não consegue chorar
"A outra mão dele, a livre, está ao alcance dela. Ela sabe e não a toma. Tem exatamente o que precisa ter: Pode ter."
Clarice Lispector
25 janeiro, 2011
(Image by Marc Gutierrez)
"Estamos agindo certo sem saber onde o certo nos levará, se para o céu ou para uma úlcera. Existem dias – e só confessamos isso para o terapeuta ou para o melhor amigo – em que gostaríamos de sumir no mundo, deixar para trás todos os afetos que nos são sagrados, todo o nosso currículo de tarefas bem-feitas, e ficar à disposição do imponderável, dos impulsos, do incerto."
Segunda tentativa de ter um blog! De fato é possível perder um blog! De "Sentimentos Indecisos" passei para "Diálogos comigo mesma...". Acho que os títulos (ainda que emprestados da Martha) dizem um pouquinho do que vai aparecer por aqui... Muitas dúvidas, poucas certezas (quase nenhuma na verdade) e algumas suposições (talvez muitas!) sobre essa vida maluca que nos enlouquece todos os dias...